O Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrados nessa terça-feira (10), foi a data escolhida para a instalação da Comissão da Memória e da Verdade “Enrique Serra Padrós”, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa visa reunir, organizar e disponibilizar registros relativos às violações dos direitos humanos ocorridas na universidade entre 1964 e 1988, durante a ditadura militar.

Entre as violações mais emblemáticas estão dois processos de expurgo em que foram aposentados compulsoriamente ou expulsos dezenas de professores, estudantes e técnicos da UFRGS. Ao final dos trabalhos do grupo, será produzido um relatório com a sistematização de todos os materiais e atividades da comissão e será criado um site a fim de hospedar os documentos digitalizados.

Com o Salão de Atos da UFRGS cheio, a cerimônia foi marcada por manifestações do público contra as violações cometidas pela ditadura militar e as recentes tentativas de golpe de Estado. “Sem anistia” foi um dos gritos entoados.

O evento iniciou com a nomeação dos integrantes da comissão. Na sequência, após manifestações da Reitoria, a mesa de depoimentos da cerimônia contou com a participação de Paulo Tomás Fiori, filho do ex-professor expurgado da UFRGS Ernani Maria Fiori, e de Suzana Guerra Albornoz, esposa do ex-professor expurgado da UFRGS Ernildo Stein. Ambos fizeram falas por diversas vezes aplaudidas pelo auditório praticamente lotado.

A íntegra das informações está disponível no site Brasil de Fato.

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